Foi triste e terno ao mesmo tempo ver uma jovem cantora no auge do seu talento em progressiva degradação como aquela que vi hoje no Rock in Rio Lisboa ( Não sei porque se chama assim, Poderia ser Rock in Lisboa), mas enfim. Foi triste porque, apesar de todas as polémicas em torno da excessiva exposição da sua vida pessoal, Amy confirmou todos os clichés à volta do mito e fez a festa dos seus detractores. Foi terno porque, por momentos pareceu quase que um ritual religioso, ela dava o seu máximo e os fãs também. Um tremendo esforço colectivo, muito em grande parte do público que só estava ali para se divertir e ver a grande estrela da noite sair do palco com um pouquinho de dignidade. Eu, um fã confesso de Winehouse, fiquei de rastos.(...) Queria ter lhe ligado no final do espectáculo a dizer-lhe que estava tudo bem, mas não estava. Tudo começou com 35 minutos de atraso e durou exactamente 55. Amy expôs sua imensa fragilidade à frente de quase cem mil pessoas. Chorou a meio de «Love is a Losing Game», quase caiu no palco duas vezes, derrubou o microfone outras tantas, esqueceu a letra do seu maior hit («Rehab») e afónica, limitava-se a sussurrar as letras das suas canções (uma salva de palmas aos seus backing vocals que constantemente estavam a salvá-la do embaraço). Um concerto histórico e único onde a banda, completamente drogada, fez um dos piores espectáculos da sua vida .Ela até simulou masturbação. Só espero que a "bela" Amy não esteja tão perto do Fim.