Mãedonna, Mãerylin, mãe-tudo...
Tá aqui na minha agenda imaginária: escrever post sobre mamãe. claro que eu vou ter que escrever sobre mamãe um dia. E, pófalar?, é muito difícil. Até uma carta suicida deve ser mais fácil, porque afinal de contas, ninguém vai te criticar depois, falar que aquela vírgula tava no lugar errado, que jorrar tem dois érres. Claro. Um bilhete de amor também não sofre críticas: qualquer coisa que rime e tenha is com pingos em forma de coração vai ser bem-aceita pela sociedade. Mas escrever sobre a mãe, e ainda no próprio blog!, ah, é de uma dificuldade ímpar. Minha mãe é única e igual a todas. Brava, calma, doce, amarga, só muda o endereço e, às vezes, o nome: quantas Terezas Cristinas você conhece? Filho, mãe, quer ser avó logo (e quanto a isso, nada mais comento). Até teria idade – e filho com idade supostamente suficiente – pra isso, mas seu sorriso e espírito juvenis não denunciam. Mamãe é simpática com todos, mas guarda alguns sorrisos pra ocasiões especiais. Também separa algumas broncas mais caprichadas, caprichadas meeesmo, pra hora do vâmo-vê. Ninguém disse que ter menino-menina ia ser fácil, dona Cristina. Mas ela segue mesmo assim. Preocupada, nervosa, amada, fofa. Ainda se vê pedacinhos daquela moça bonita e sorridente do dia dos seus 15 anos, os dentes retinhos separados por uma fresta à lá Madonna, ou da menininha que subiu na mesa e fingiu que era Marilyn. . Ela não veste mais 36 e nem sobe em mesas. As voltas que a vida dá. Mas os olhos continuam lá, negros, únicos, iguais, mas diferentes. E, ah!, a frestinha dos dentes também deixaram de existir dando espaço ao sorrizo metálico, mas Acho que vou lá cantar Like Virgin pra ela. De novo.
This entry was posted on 08:33
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